As métricas ESG, que procuram quantificar a performance de uma atividade económica ou empresarial sobre os três eixos principais (ambiente, impacto social e regulação da atividade) sobre os quais assenta a qualidade de vida vieram dar origem a várias propostas de cálculo e, subsequentemente, de rating de uma determinada atividade económica, sobretudo para financiamento.
Existem indicadores chave para além das emissões de carbono, como sejam o consumo de recursos hídricos, a produção de lixo ou a diversificação do mercado laboral e/ou respectiva capacidade de distribuição de riqueza.
A liderança atual da Promoção Turística dos Açores adianta o relato do impacto positivo da exploração turística, ao mesmo tempo que a classifica de sustentável, antes de calcular a fraca performance ambiental (ainda sem dados consistentes para consulta pública) ou, sobretudo, a deterioração da qualidade vida local, sobretudo no ambiente rural da maioria das ilhas (mais sensível à exploração turística) diretamente relacionada com taxas de intensidade turística a crescer a mais de 300% em poucos anos, como é o caso do Pico.
Os indicadores de Sustentabilidade Ambiental e Social encontram-se a ser desenvolvidos a um ritmo rápido e deverão passar a ser alvo de análise regular pelos Serviços de produção de dados, acedidos pela Sociedade Civil que se interesse, de modo a ser possível sustentar a impressão subjetiva de deterioração de qualidade de vida dos Açorianos, conforme conhecida antes de Março de 2015.