O Vôo Sustentável pretende recolher junto à população Açoriana (residente e na diáspora) contributos relativamente aos aspetos que consideram mais importantes para as memórias do que foi viver, estar ou ser criado nos Açores.

Atravessamos um momento no qual se hesita em questionar e falar sobre a perda de qualidade de vida das terras portuguesas sujeitas a intensa visitação.

A definição de Sustentabilidade implica sobretudo Manter e Preservar, desde o acesso a espaços públicos de usufruto lúdico (que são de dimensão relativa e não tão abundantes face à área total de cada ilha) limitados pela exposição ao mar ou pela orografia exigente, passando pelos recursos hídricos, recursos piscícolas alimentares (que servem de bandeira para a captação turística, mas falseando a questão da sua biodisponibilidade e propriedade) e terminando na livre movimentação dos Açorianos, porque têm de competir a preços altos por um lugar no avião para ir a casa ou apenas visitar os seus familiares.

Enquanto se assiste a um quase confinamento da população local e perda de acesso aos elementos acima identificados, urge divulgar junto à Sociedade Civil, e também junto ao consumidor/visitante (que todos nós já fomos e por vezes seremos) que não é o aumento da infraestrutura e das acessibilidades de uma região de alto património natural que resolverá o problema, correndo o risco de perda de identidade e de deterioração e empobrecimento irreversível de uma das últimas regiões do Mundo a ser assaltada por intensidades turísticas descontroladas.